sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Esboço de um tratado social III

Continuando meus estudos sobre tratados, acho que pude estabelecer uma definição básica de como devem ser eticamente feitos os tratados.

Supondo que já saibam a diferença entre ética e moral continuo: 

A ética tem que ser constante e deve o fundamentar o direito positivo. Mesmo que se chegue uma civilização extraterrestre e ela possua necessidades semelhantes as nossas ela terá que entender que tais princípios básicos que funcionariam pra nos Terrestres devem funcionariam também pra eles. Mesmo que tenham algumas necessidades diferentes das nossas. A ética trata da forma como as relações sociais devem ocorrer para que tenha pelo menos a paz.

Por exemplo um valor básico imutável: "Não matar por nada".
Note bem que inclui o nada na sentença, pois é ético matar em legitima defesa. Mas no geral,  ocorrerá com os que estarão tentando trair o tratado e o matador poderá ser inocentado de crime. Ou seja, aquele que quiser se associar e trair lei (Principal) da sociedade deve estar ciente que poderá ser  punido.

Estamos refinando nossa Ética da mesma forma que a ciência pode se refinado. Exemplo de Aristóteles, que já fazia (sua) ciência no tempo dos gregos (pelo menos para sua  época) e chegou a cometer enganos (Teoria da evolução que temos hoje) como por exemplo o de classificar morcegos como pássaros. Assim, como a ciência é refinada com o tempo, assim também podemos refinar nossa Ética.
Eu acredito que conseguiremos encontrar uma ética que seja universal, mesmo que venhamos a conhecer outras civilizações ETs.




Indo um pouco além... Posso dizer que seja ético buscarmos nos tornar fotossensibilizantes? 

Uma ética vegana:


Suponha a chegada de uma civilização com capacidade fotossensibilizante. Será que, pela diferença entre nossas necessidades vitais, nós sejamos vistos por eles como uns "demônios devoradores de vida"?O que você leitor, o que acha e por que?


Se realmente, nós seres humanos, almejamos o bem e desejamos evitar a dor para todos os seres vivos do universo e infelizmente dependemos deles para nos nutrirmos é ético utilizarmos a edição gênica para nos tornarmos fotossitetisantes?


Acredito que se nos basearmos na intenção de fazermos o bem e evitarmos a dor pra todos então é ético realizarmos a edição gênica para nos tornarmos autossuficientes.

O que você leitor, o que acha e por que?


No nosso caso, parece que o mínimo exigido para se pertencer a um tratado é se o colaborador for capaz de entende-lo e aceitá-lo. E quem tem filhos somente se interessarão a participar do tratado se os seus filhos e, quem sabe amigos também, forem protegidos por ele.


Como acontecerão os relacionamentos ETs quando uma civilização diferente tiverem éticas internas diferentes por causa de suas necessidades?
Se não se pode escolher o resultado da evolução, então não se pode condena-los e desumaniza-los.

Existirá portanto a ética nas relações exteriores respeitosas por causa de suas diferenças em suas necessidades, desde que seus colaboradores não sejam atacados.


Entre humanos existem diferentes necessidades vitais?

O que você leitor, o que acha e por que?




Se chegarem seres ETs aqui, já com esta capacidade, ou nos nos adequamos à eles, para vivermos em uma sociedade, ou teremos que viver isolados, de acordo com um tipo de regra internacional, de forma que ambas as sociedades se respeitem baseadas nas necessidades de cada uma. De qualquer forma, tbm deve existir uma ética para as relações exteriores.

     + Todo tratado deve ter um objetivo. No caso, de benefício mútuo.


Teoria Geral dos Tratados

* Uma sociedade somente se forma através em um tratado.
 - Basicamente um tratado deve promover a colaboração de seus participantes mesmo que seja na não agressão mútua. É o tratado mais simples de se construir... até o momento... mas até a ética pode provar que se pode melhora-lo. Algumas vezes o tratado tenta até proteger os seus colaboradores de eventos caóticos (incerteza do amanhã: A ética no estado o obriga a criar a previdência social).

* Um tratado deve ser entendido e para tal deve conter:
 - Objetivos do Tratado;
 - Definições;
 - Os interesses;
 - Os interessados;
 - As regras a serem seguidas;
 - As regras para se fazer justiça;
 - As regras para relações exteriores (Quando a ética permitir bom relacionamento).
 - A aceitação da formação de sociedade de um grupo.


Um comentário:


  1. Ainda acho que é uma falha acreditar que o direito não é óbvio, pois mesmo que seus axiomas tenham vindo de teorias jusnaturalistas, eles devem gerar teoremas. Um caso como a pena de morte por exemplo. Onde ela pode ser aplicada pelo Estado (mesmo que seja em um ritual religioso), ela não seria crime e sim uma punição.

    A lei, pode até ter sido mal escrita e por isso subentende-se que cai a interpretações. Só que isso não deveria acontecer no direito. Só acontece pq somos falhos. Mas a ideia é que ela siga conceitos semelhantes aos axiomáticos de forma que se bem entendidos, tornam a lógica do direito bem óbvia. Se não está óbvia, no meu entendimento é porque a lei foi mal escrita ou as bases que fundamentam ela não são éticos.


    E supondo que nosso direito é baseado no positivismo (E em Ética), supondo que aquele que é colaborador é sempre aquele que entende e concorda com o tratado e que ninguém aceitaria participar de um tratado, onde qualquer um sem motivo nenhum, pudesse se tornar um Escravo (ou desumanizado de qualquer outra forma) ou morto. Ninguem aceitaria qualquer tratado que implicasse somente em prejuizos, mas um tratado pode ter prejuizos e ser aceito somente nas formas de punições. Assim, o tratado mais interessante seria aquele que protegesse os interesses dos colaboradores dos ataques dos mau colaboradores ou de entidades exteriores aos colaboradores, punindo os maus tratos e que fomente o desenvolvimento de estratégias para proteger os interesses dos colaboradores.

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